Domingo, 3 de Outubro de 2004

Impressões soltas

Não suspeitem de nenhuma intervenção neste blog dos técnicos do Ministério da Educação ou da Compta, os textos repetidos foram exclusivos da azelhice do autor.
Ao correr da pena deixo um curto olhar pelos dias que vivemos.
O acidente de Palmela, além da imbecilidade dos intervenientes e do custo humano, deixou-me com algumas duvidas. O responsável pelos atropelamentos foi presente a uma juíza, acusado de três homicídios e foi decretada a sua prisão preventiva. Se a memória não me falha no mês passado um condutor embriagado ceifou a vida –salvo erro- a duas pessoas na 24 de Julho e pôs-se em fuga, foi detido alguns dias depois e presente a um juiz que ordenou que aguarda-se julgamento em liberdade, provavelmente com umas apresentações semanais na esquadra do seu bairro. É impressão minha ou estes casos são um paradigma de justiça arbitraria, ressalvo o facto de não conhecer os processos mas os indícios de arbitrariedade são graves. Fico satisfeito pela nossa comunicação social ter reparado no caso e de imediato ter procurado esclarecimentos sobre os processos em concreto e partindo destes crimes para uma análise das potenciais arbiteriedades no sistema, o debate gerado foi importante para corrigir o modelo judiciário e informar os Portugueses. É impressão minha ?
A noticia do Expresso deste Sábado não é o que aparenta. É uma mensagem para dentro do PSD tendo em linha o congresso que se aproxima, serve para acalmar as hostes Sociais-Democratas. A subida a Secretário Geral do PS de Socrates coloca o debate político no centro e um PSD agarrado ao PP em campanha iriam naturalmente guinar a direita deixando o milagroso Centro a mercê do PS. É pena que a necessidade de centralizar o partido não fosse publicada no Povo Livre por um artigo que fizesse doutrina nesse sentido e se tivesse optado pelo expediente do “soundbyte” que tornou-se confrangedor ao ver a facilidade com que a fonte do Expresso negou dias depois a existência desse acordo.
As eleições presidenciais norte-americanas tiveram o primeiro confronto televisivo entre os candidatos, a generalidade dos analistas considerou a prestação de Kerry avassaladora e tirando a ilação de considera-lo o vencedor da noite. Tenho opinião contrária, estrategicamente Kerry perdeu. Entusiasmado pela desorientação de Bush, gastou demasiados trunfos cedo demais, tal atitude vai agora conduzir a um acréscimo da radicalização do discurso de Bush, exclusivamente emocional. As expectativas para o próximo debate vão inevitavelmente recair sobre Kerry e a sua capacidade de manter o mesmo nível o que se afigura bastante difícil, mais facilitada a tarefa de Bush que apenas precisa de ser um razoável pregador. Kerry já provou perante os norte-americanos o fracasso da guerra do Iraque e a dor causada por essa guerra, falta-lhe provar que é determinado no combate ao terrorismo e nessa área precisa de apresentar ao eleitorado algo que apoie na fundamentação da sua determinação, um objectivo, um nome para preconizar o combate podem ser o caminho.


publicado por vitorcandidojose às 13:02
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