Quarta-feira, 2 de Novembro de 2005

"Ninguem Como Tu"

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A novela política do aborto, mais do que embaraçar devia envergonhar qualquer cidadão e especialmente qualquer agente político. Os episódios amexicanizados sucedem-se num guião trapalhão difícil de aceitar como real. Ouvir Sócrates com ar solene e sem se rir, descrever o desempenho do PS nesta matéria, é um daqueles exercícios que comove qualquer um. Sobrou na noite de Sexta a decisão acertada de manter a opção do referendo, recusando legalizar no Parlamento a interrupção voluntária da gravidez. Ao PS, legalmente não faltava espaço, mas a política não é apenas um exercício jurídico é essencialmente político e neste campo falta a legitimidade democrática ao Parlamento.
Realizou-se um referendo, prescindir do resultado do mesmo por uma “maioria” na Assembleia é esvaziar o conteúdo da figura do referendo, é um precedente grave e surge como uma solução de fuga. Se os Socialista se podem queixar deste episódio, podem, mas deles próprios, vêm tratando o caso como um elefante pulando de nenúfar em nenúfar.

publicado por vitorcandidojose às 08:44
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