Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2005

Em quem eu voto até as paredes confesso...

O artigo que o professor Freitas do Amaral escreveu para a Visão foi reduzido a uma declaração de voto, assim foi o propósito do próprio e assim ditou a modorra da “agenda política”. Sem que se trate de debater a legitimidade deste deslizamento no espectro político, ficam algumas passagens da argumentação do ex-lider do CDS, como sejam :
“... Para quem saiba e queira pensar em termos nacionais, o voto só pode ser, portanto, no PS ou no PSD...”
“... E vou mais longe: acho indispensável que ao PS seja concedido uma maioria absoluta...”
“... (sem maioria) É como obrigássemos um amigo nosso a resolver os principais problemas da sua vida por negociação e acordo com os seus três maiores inimigos! Que seria?
“Querer que o PS governe bem, mas não lhe dar a maioria absoluta, é o mesmo que contratar um grande piloto de Formula 1, dizendo-lhe: encarrego-te de ganhar o grande prémio do Mónaco, mas não te posso dar um Ferrari: terás de concorrer ao volante de um Volkswagen... É absurdo “
Freitas do Amaral quer de forma calculista colocar-se na linha da frente de uma candidatura de esquerda, perdão de uma candidatura abrangente para a Presidência da Republica, era desnecessário o incomodo de redigir uma peça político tão ...(a)vassaladora.

publicado por vitorcandidojose às 09:49
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4 comentários:
De Anónimo a 11 de Fevereiro de 2005 às 14:21
E por as coisas serem o que são... descansemos por uns instantes, meditemos. É que para além das coisas serem o que são, valem o que valem. E, na minha perspectiva, valem muito pouco.
Credibilidade, precisa-se.Antonio Dias
(http://salvoseja.blogspot.com)
(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 10 de Fevereiro de 2005 às 20:37
António, não comparo este artigo do professor Freitas do Amaral á campanha suja que se tem realizado em relação ao Professor Cavaco Silva – da qual o Publico já reconheceu em parte o erro – Sobre a transcrição das palavras de Freitas elas são o mais precisas possíveis e parte da argumentação segue essa linha, exactamente como diz a leitora Anabela, por elas serem graves é que escrevo sobre o tema, mas enfim as coisas são o que são.vitorjose
</a>
(mailto:vitorjose@cnb.pt)
De Anónimo a 10 de Fevereiro de 2005 às 19:28
Nem sempre, ou melhor, raramente uma maioria absoluta é positiva. É um "pau de dois bicos".

Sobre o que Freitas do Amaral disse, eu pergunto se disse mesmo. Temos a mania de ler os textos na diagonal, por um lado. Por outro, por vezes nem tudo o que se escreve foi dito. Já para não falar do que significa, muitas vezes, a mudança de uma vírgula num texto. E basta ver o que foi feito com palavras proferidas por Cavaco Silva. O jornal disse uma coisa, mas afinal não terá sido bem assim...
Antonio Dias
(http://salvoseja.blogspot.com/)
(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 10 de Fevereiro de 2005 às 17:00
Tenho muitas dificuldades em acreditar que esse seja os termos em que o Professor Freitas do Amaral tenha usado. Se assim fosse seriam muito graves e feriam de morte o seu passado e a sua credibilidadeanabelaribeiro
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(mailto:Dranabelaribeiro@sapo.pt)

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