Quinta-feira, 17 de Março de 2005

Tempos...

Nestes dias em que se cruza a minha vida, impôs-se um silêncio promovido por um Kronos que nunca abranda o seu passo e que faz da sua génese - tempo - um bem escasso.
A vida neste “Portugal de Hoje” vai configurando um ligeiro aquecimento nas expectativas e na “confiança” dos portugueses, fruto do período pós-eleitoral que é também conjugado com as atitudes de Sócrates especialmente na formação do Governo. Recusando os jogos de bastidores habituais, assentes nas chamadas escolhas do aparelho em que Guterres foi o expoente máximo ao desagregar Ministérios para compor pastas ao sabor dos caprichos e da notoriedade dos boys socialistas. Sócrates formou um governo assente no pressuposto da competência, impôs uma dignidade e uma nobreza ao acto de formação de governo que vinha sendo desprestigiado e fê-lo acompanhar por uma parcimónia no relacionamento com a comunicação social. Sócrates assume a liderança do Governo com uma situação internacional exigente para com Portugal e a nível interno encontra um certo embrutecimento da democracia.
Uma breve nota sobre o regresso de Santana Lopes ao Município Lisboeta, este regresso é a continuidade de uma “praxis política”, elementos de todos os partidos pulam do Parlamento Europeu para Ministros, de Presidentes de Câmaras para deputados, naquilo que na minha óptica é uma traição política ao desígnio do voto. Funciona o fatídico argumento – utilizado também por Santana - “Se os outros o fazem também posso faze-lo”, trata-se de um sofisma que esconde uma indevida passagem do plano sociológico para o plano ético e independente da analise sociológica esta não substitui a ética. Custe o que custar.
Acabei sem ser essa minha intenção cruzar Sócrates e Santana neste comentário e que injustiça... para Sócrates

publicado por vitorcandidojose às 02:37
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3 comentários:
De Anónimo a 19 de Março de 2005 às 23:11
Ora bem, aqui está um motivo para celebrar: o seu regresso. Vamos lá ver o que nos trará o governo de Sócrates que Santana, esse, já não é surpresa.
Um abraçoLuís Sequeira
(http://abnegado.blogspot.com)
(mailto:sequeiralopes@iol.pt)
De Anónimo a 19 de Março de 2005 às 14:05
António, obrigado pelas palavras.vitor jose
(http://lagrima.blogs.sapo.pt)
(mailto:vitorjose@cnb.pt)
De Anónimo a 17 de Março de 2005 às 18:35
Bem regressado, caro Vitor.
Realmente, a comparação em nada abona Sócrates. Por enquanto.
Mas não seria essa a intenção. Logo, está perdoado.
Vitor, reinstale-se. Sinta-se confortável.
Um abraço.Antonio Dias
(http://salvoseja.blogspot.com)
(mailto:adias23@netcabo.pt)

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vitorcandidojose@sapo.pt

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