Quarta-feira, 22 de Março de 2006

Os gauleses não são doidos

A onda de contestação francesa é um exemplo claro e profundo de uma clivagem entre uma sociedade e os seus responsáveis políticos. Não se trata de uma política necessária que por desconhecimento da realidade desagrade à generalidade da população, trata-se isso sim da imposição de um modelo social chumbado na rua. A precariedade social como justificação de uma maior abertura no mercado de trabalho é algo que não almeja sequer a  ser uma ilusão, tratando-se tão somente de sustentar as pretensões de um grupo de empresários. O vinculo precário até ao 26 anos aumenta o desemprego nas faixas etárias seguintes e torna a pessoa que entra no mercado de trabalho refém do empregador, sem possibilidade de construir com consistência um projecto de vida decorrente da facilidade com que se torna dispensável.

Para uma determinada classe de neoliberais esta é a solução necessária. Se alguém só consegue estabelecer um sistema social em cima da precaridade, o melhor que tem a fazer para seu e nosso bem é abandonar a política.

O que os estudantes franceses, têm na generalidade feito, é não serem indiferentes ao seu futuro e de uma forma pragmática colocar o governo refém das sua próprias medidas. Bem hajam.

publicado por vitorcandidojose às 08:52
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