Sexta-feira, 17 de Setembro de 2004

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O Sol, longevo desfalece lentamente                                                                        Na agrura da sombra pestilenta                                                                               Que se enfurece e consome a luz ardente                                                                 Na artimanha das palavras não ditas                                                                            Nas ditas coxas, nos lugares comuns                                                                      Nos vazios de convicção


Que rumor me assola ?                                                                                               Que agonia me invade ?                                                                                       Será o Sol a  sucumbir, e a penumbra?                                                                     A  perdurar...


Aos meus olhos macerados                                                                                      O Sol  anoitece

publicado por vitorcandidojose às 01:52
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2 comentários:
De Anónimo a 18 de Setembro de 2004 às 16:36
Existem dias em que até os Deuses parecem estar contra nós, em que lutar cansa, em que queremos falar e não nos ouvem, dias em que até a nossa voz vacila e vamos acumulando ao longo do dia um conjunto de frustrações e equívocos que termina num silêncio doloroso. Nesses dias o Céu não é azul, o Sol não aquece e temos frio na alma.carla
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(mailto:carlaalmeida@cnb.pt)
De Anónimo a 17 de Setembro de 2004 às 16:17
"A luz do Sol se tornou impura..." Não deixemos que as nossas almas percam o seu brilho.Há que iluminá-las com a alegria, com a esperança, com a fé e acreditar que nós todos somos capazes de tudo, inclusivamente, e com a nossa atitude, de mudar o mundo!
Para pensarmos:
"Aquele que lhe falava há instantes, era o homem que eu era antes da guerra, se soubesse o choque que sinto ao ouvir a minha voz dizer essas coisas antigas, essas coisas ultrapassadas! Elas perderam qualquer sentido, hoje! Acabei por me persuadir de que será necessário recomeçar tudo do zero: reconstruir a civilização. Devemos reaprender a lavrar a terra, a viver juntos sob um mesmo governo, a ser amigos dos outros povos por cima das fronteiras, esses povos que se tornaram hoje para nós o rosto do mal e não falam a mesma língua que nós. O mundo voltou a ser um caos, como nas eras recuadas; e no entanto nós vivemos, temos o nosso trabalho a realizar, somos felizes quando está bom tempo, tristes quando chove. De momento, é a única coisa que conta. Depois, será preciso lutar para nos arrancarmos desta barbárie e recuperar o tempo em que os homens possam pensar, racicionar, e organizar conscientemente a sua vida...Morrerei sem ver isso tudo: o Mundo que nós amávamos e perdemos." John Reed ("A Guerra nos Balcãs")
Haja esperança e coragem!
margarida
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(mailto:margaridacruz@saocarlos.pt)

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