Sexta-feira, 1 de Abril de 2005

Direito a morte II

Numa conversa surgida a partir do anterior artigo, um colega descrevia-me uma parte importante da sua vida, a relação actual com a sua mãe que sofre de alzheimer e de todo o processo de “desaprendizagem” inerente ao seu estado e da sua especial sensibilidade ao caso “Terry Shiavo”, fechando-se especialmente no dilema de não querer ver a mãe sofrer mas também não querer carregar o estigma, mesmo aos seus olhos, de estar a ser “utilitarista” ao decidir a morte da sua mãe. Vive-se a angustia da duvida preenchida pelos sentimentos e pelas nossas fragilidades.
Talvez seja tempo, e este talvez vem carregado de ironia, mas como digo talvez seja tempo de sendo sensível à época de civilização em que vivemos, se ganhe socialmente a consciência de que se hoje a medicina consegue aumentar a esperança de vida, também amiúde aumenta a mesma à custa da qualidade que no extremo resvala para estes casos de Estado Vegetativo Persistente.
Reagir parece o presente verbal com o qual se conjuga a nossa política é necessário mudar de paradigma e apostar não na reacção mas na acção e assumir também nesta questão o direito natural a morte em condições subjacentes ao (EVP).



publicado por vitorcandidojose às 08:59
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1 comentário:
De Anónimo a 5 de Abril de 2005 às 17:19
Bom...em relação ao caso apresentado, não comento questões de caracter pessoal.Mas relação á esperança epa, com o actual sistema de segurança social que temos, vamos mante-la baixinha....xiuuuupedro
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(mailto:pedroafpereira@myrealbox.com)

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