Quarta-feira, 13 de Outubro de 2004

Ferramentas de Vida

Ainda não sei quando comecei a compreender que já não chegava a convicção para ancorar a palavra Acreditar, pensei apoiar-me na esperança mas para quem as convicções eram uma corda que se trilhava nos dias, esperança era algo de substancialmente ingénuo, quantas vezes morreu a esperança? Para auxiliar a Convicção, o recurso teria de ser da ordem do metafísico. Encontrei-me com a Fé e fiquei solitariamente agastado por recorrer a algo perto do Divino para apoiar a minha mais preciosa palavra. Eu que nunca tive “jeito” para acreditar em Deus, tenha Ele a forma, a personalidade e afins que lhe queiram atribuir e definitivamente nem sequer nunca olhei para um homem, um ser tão imperfeito, como sendo Deus, aliás teria de ser imbecil demais para seguir semelhante esquizofrenia, acabei por Acreditar que algo é transcendente a nossa compreensão passível de ter a moldura de uma justiça divina e desta forma apoiei-me na Fé. Sendo apenas um recurso para garantir a Convicção quando nos divorciamos dos dias e os vemos afundarem-se nas tempestades, formando enxurradas que levam no seu turbilhão pertences do coração, como pequenas virtudes que estimamos, gestos que encantam ou aquela elevação que ansiamos e não encontramos.
publicado por vitorcandidojose às 08:50
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1 comentário:
De Anónimo a 13 de Outubro de 2004 às 23:19
Para começar, gostava que te lembrasses de um grande amigo meu, mas que não vejo há muito...
Conheci-o no Jardim do Principe Real em Lisboa, tinha eu 6 anos de idade. Andei com ele na escola, jogamos à bola juntos e partilhamos N aventuras...
Crescemos juntos a muitos niveis.
Mas hoje, depois de ler este texto do Vitor José, senti a falta do meu melhor amigo... Sinto SAUDADE das nossas partilhas, confissões, aventuras, etc.
Pode ser que volte um dia...
Deus continue a ser grande...
Acredito...Jorge Dias
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(mailto:)

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