Domingo, 24 de Outubro de 2004

O miudo tem saudades

O miúdo tem saudades de ti. Saudades até das coisas mais banais, o que suponho deve transformar este sentimento em algo de crónico, enfim nem sempre os dias são o que desejamos e nem sempre temos a força para os empurrar na nossa direcção e assim vou sendo invadido por um sentimento de saudade que também serve para quebrar a distância e que portanto paradoxalmente aproxima.


Entre nós a cumplicidade assenta numa confiança e no bem-querer que nunca o espelhamos em palavras, intuímos profundamente que nem que seja no último segundo estaremos presentes na vida um do outro.


 Mas hoje quero “espelhar” em palavras o que vejo da tua imagem reflectida, quero deixar transbordar aquilo penso de ti Serafim, quero dizer que tens uma beleza interior riquíssima e invulgar, sabes, penso que só pode ser uma dadiva de Alguém muito importante permitir que cruzemos a nossa vida com pessoas com o teu valor.


 Eu sei que “branco é uma raça complicada” especialmente quando comete o ultraje de numa sociedade tão carente subvalorizar pessoas deste calibre

publicado por vitorcandidojose às 14:57
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4 comentários:
De Anónimo a 28 de Outubro de 2004 às 18:16
Agora imagine-se onde e com quem estou metido. E esta coisa de unir, por umas horas, Almada, Lisboa e Arouca não vai ser tarefa fácil.
Mas cá me hei-de arranjar. Até porque se aproxima a época mais "humanista" de todas: o Natal. E, nem que tenhamos tempestade ou, simplesmente, o carro não pegue, o encontro tem que se dar.
Por todas as razões.
Como é Vitor? O Renault 5 ainda existe? E ainda resiste à tentação de parar para observar as estrelas?
Jorge, o Vitor é como o algodão, não engana.
Será que em Dezembro há estrelas no céu para dourar o nosso caminho?
Um abraço, rapazes.Antonio Dias
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(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 27 de Outubro de 2004 às 19:26
Grande trio! Jorge, Vitor e António. 3 miúdos perdidos pelo Alentejo a ver as estrelas no céu... São momentos que nunca mais vou esquecer. Guardo-vos no meu coração. E como dizia Richard Bach, «não há longe nem distância que me possa impedir de ser teu amigo»! Todos sabemos o "comodismo" em que nos instalamos; todos sabemos as dificuldades que a vida nos tráz; mas todos sabemos que aquilo que une os amigos é muito especial e pode fazer autênticos milagres... Arouca espera uma visita dos amigos.
Sempre, Jorge.Jorge Dias
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(mailto:jorgehumbertodias@iol.pt)
De Anónimo a 27 de Outubro de 2004 às 18:40
Encontro, por acaso, dois miudos à procura da felicidade. Não sei se a convencional se a de um qualquer filósofo, por muito "barato" que seja.
Do "vale em todo o lado" ao "quis falar-te e não sabia de ti", vai uma fragilidade de vidas. O mais certo é estarem, ambos, do lado oposto. Mesmo que não seja essa a sua intenção.
Creio que percebem esta minha intervenção. Curta, propositadamente.
E não responderei a perguntas do género ..."o que queres dizer com isso?"
Afinal, se eu fosse filósofo, teriam que me entender. Ou fazer por isso.
É o desafio que vos lanço.
Com um abraço. A ambos, claro.Antonio Dias
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(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 25 de Outubro de 2004 às 22:13
Estando fora e desactualizado deste texto que hoje escreveste, apenas gostava de deixar no ar que é um magnifico contributo para um Blog que se denomina de «sensivel»... No fundo, não sei como dizer, mas é essa a forma de estar e de ser que tanto prezo na amizade...
Um bem haja para todos aqueles que se orgulham dos amigos que têm! Posso parecer ridiculo, mas o sentir volta a gritar bel alto, e às vezes, com a distância, não sei bem o que fazer.
Sinto o frio das noites, e quando o amigo precisa do amigo, o que fazer? Sobretudo quando se está a 350 kms?!
O telefone alivia e atenua, os mails e os blogs igual, mas não chega! E quando o tempo sem ver o amigo é muito, parece que perdemos parte do nosso ser. A pele torna-se diferente, o sorriso alterou-se, o olhar mudou de direcção, compraste uma roupa nova, etc, etc. Há tanto que perdemos... E acredita que eu não queria perder tanto! Sobretudo, depois de ter ganho tanto, tendo crescido perto de ti e contigo! Foi e é um grande orgulho poder passar tardes inteiras, manhãs, noites a brincar contigo no jardim, no sotão ou a correr pelas ruas de «Lisboa inteira».
Lembro: «Vale em todo o lado»! Jogavamos aos policias e ladrões... Lembras? Jorge Dias
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(mailto:jorgehumbertodias@iol.pt)

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