Quarta-feira, 27 de Outubro de 2004

Vivendo num passado não tão distante

O Sol esconde-se e a penumbra invade todo o espaço, a luz apaga-se generosamente e o dia fica moribundo, apenas um candeeiro a petróleo deixa escapar as formas dos objectos.
O dia escorrega agora para uma folha de papel confidente, nessas palavras que revelam o meu dia e o deixam perpetuado. A luz inconstante do candeeiro confunde-se por momentos com a minha cabeça e também nela vivem ideias com luz que ardem dentro de mim, algumas consomem-me.
Fica em mim um sabor de passado que me apraz ao escrever este diário a luz da vela, tudo porque a luz eléctrica escapou no meio de um vendaval e deixou--me temporariamente a viver saborosamente no século passado.
publicado por vitorcandidojose às 08:50
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2 comentários:
De Anónimo a 27 de Outubro de 2004 às 19:32
Nem sempre conseguimos SER... Mas neste momento das nossas vidas, vale-nos a tecnologia. E que ao menos ela nos sirva para recuperar anos de partilha (que também pode ser um pó muito incomodo!) e para promover algo que deveria fazer parte dos nossos dias, da nossa rotina... Neste contexto, o sentir grita por Deus. E na escuridão da minha noite arouquense, apenas Deus me vale, já que Haydée e Marcelinho dormem profundamente. Amo a minha mulher, o meu filho e os meus amigos. Um abraço Vitor e mano.
Sempre Eu, na transparência mais funda da minha alma inquieta por novos sentires nunca antes conquistados... Coisas «desta» vida!Jorge Dias
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(mailto:jorgehumbertodias@iol.pt)
De Anónimo a 27 de Outubro de 2004 às 19:00
Como eu entendo este rapaz. É o perigo de uma tempestade sem mais nem menos. Daquelas que até nos fazes tirar o pó ao candeeiro a petróleo.
Estão, assim, reunidas as condições para um exercício milenar: um diário à luz da vela.
A grande questão é saber se o "artista pensador" vê aumentados ou diminuidos os seus dotes de comunicador, em face da penumbra e da dúvida sobre as consequências do temporal.
Esperando sempre o melhor (dos fracos não reza a história), concluímos alguma coisa? Ou o que fica da tempestade, da penumbra que não foi anunciada, não nos permite lá chegar?
Quantas inconfidências já foram feitas à luz da vela?
Um abraço. Pensado e enviado à luz... do candeeiro de secretária.Antonio Dias
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(mailto:adias23@netcabo.pt)

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