Quinta-feira, 11 de Novembro de 2004

Sensibilidade e Conhecimento

Comentário de António Dias “... e como se mede uma potência? Os interesses, esses mesmo (e outros) que determinam quem é quem no Universo. Por que razão não fazem a paz? A força advém-lhes da "riqueza" que lhes sustenta a pobreza de espírito. Caro Vítor, e porque tem sido sempre assim? “


 “Por que razão não fazem a paz?” Respondes a questão quando nos dizes que a “... força advém da riqueza que lhes sustenta a pobreza de espirito...”. Convenhamos António que faltando a Sensibilidade ao Outro e o Conhecimento torna-se evidente o caminho da imposição da nossa vontade que vence quando temos capacidade de sustenta-la pela força, prescindindo deste modo de construir uma relação onde convivam os interesses genuínos e equilibrados de ambas as partes. Podes perfeitamente extrapolar das relações de países até ao pilar da sociedade, as relação pessoais. Ainda dentro deste contexto, proponho-te que meças uma potência pela dimensão dos seus interesses e conjuntamente pela sua possibilidade de os impor e no extremo pela sua capacidade de destruição e aniquilação, o conceito é básico e irracional, é definido regularmente entre nós como a “lei da selva” . Existe um enorme paradoxo que podia induzir numa conversa profícua e saborosa. Que comunidade mundial é esta em que no extremo e vezes demais fora desse patamar, permite que a força seja avaliada pela capacidade de destruição maciça e não pela capacidade de construção?

publicado por vitorcandidojose às 00:16
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2 comentários:
De Anónimo a 11 de Novembro de 2004 às 17:59
(Mais) um problema para (tentar) resolver dentro de instantes...
Uma enorme incógnita no labirinto da política dos interesses.Antonio Dias
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(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 11 de Novembro de 2004 às 11:22
Estou triste! Morreu hoje um Homem! O Homem da Palestina! O Homem que sempre lutou pela liberdade e pela afirmação do seu povo! O Homem que era, para os americanos e israelitas, o entrave para a Paz no Médio Oriente!A arrogância de Israel, a hipocrisia dos EUA e o silêncio de Sharon deixam-nos que pensar. Vamos ver se de facto Arafat era o entrave.Mas sei que mesmo na morte este Homem será sempre uma inspiração para muitos e muitos jovens assim como o foi e será sempre Che Guevara! O Mundo perdeu mais um Homem de ideais e com carisma! Estou mais pobre e mais triste!margarida
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(mailto:margaridacruz@saocarlos.pt)

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