Quinta-feira, 25 de Novembro de 2004

Arouca

O xisto na mão do homem moldou lares que abrigaram famílias ao longo de gerações. Finda a sua tarefa definham nas encostas e vales perdidos dos mapas. Hoje cruzo com o Passado, imagino naturalmente as agruras destas vivências, encontro um resquício num casal de idosos que perpetua a sua labuta diária dedicada a pastorícia. São apenas eles as testemunhas da nossa presença num lugar chamado Frecha da Mizarela um cume de uma montanha que permite sentir o ondular das serras e que oferece um riacho límpido que escorre libertamente e ferozmente numa cascata que encanta o olhar e convoca para uma conversa com a humanidade e especialmente para alimentar uma amizade. Encontro na pedra agreste rude que paulatinamente vai sendo polida pela frágil e doce água uma imagem para perpetuar um pensamento, a história da humanidade irremediavelmente cruza-se numa luta de cariz dialéctico entre ricos e detentores do poder e do outro lado os defensores da Ética. Os últimos paulatinamente vencerão e tem o meu pequeno contributo e como nada é perfeito eu não viverei para ver essa vitória.
publicado por vitorcandidojose às 08:54
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1 comentário:
De Anónimo a 26 de Novembro de 2004 às 21:38
Neste momentos, costumo inspirar-me no mestre Sócrates, que infelizmente já não pôde ver os bons discipulos que criou... Mas por isso mesmo, ainda permanece bem vivo entre nós... E tu Vitor, pelo menos em mim e nos teus filhos, tenho a certeza que vais permanecer para sempre...
Assim sentido, eis que vejo a Ética vencer, como que por uma magia que une as pessoas que se deixam levar pela sua afectividade...Jorge Dias
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(mailto:jorgehumbertodias@iol.pt)

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