Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004

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O Homem e o Cargo


 São hoje apresentados os pressupostos da queda do XVI governo constitucional. A declaração apresentada ao país será o auge deste Presidente nestes dois mandatos e de Sampaio na sua vida política.


 O Presidente tem total legitimidade formal. Um articulado constitucional bastante aberto, não condiciona a decisão pela existência de uma maioria parlamentar, como acrescente-se permite uma interpretação de caracter fortemente pessoal sem condicionamento dos partidos ou do Conselho de Estado.


O Presidente tem total legitimidade política. Sampaio avalizou este governo atendendo a legitimidade democrática dos resultados eleitorais e no pressuposto da estabilidade governativa porém com algumas reservas e mantendo-se “vigilante”. Estes quatro meses foram marcados por uma instabilidade governativa crescente. Um congresso estatizado não encontrou uma solução para a cisão verificada dentro do principal partido da coligação. Há uma total ausência de sintonia entre o governo eleito de Durão Barroso e o do nomeado Santana Lopes, não é somente uma questão entre Barroso e Santana, tudo é diferente inclusive a facção do PSD que é governo neste momento. Desapareceu a legitimidade democrática e nessas circunstâncias a decisão deve ser encontrada no voto e não no prolongamento de uma instabilidade governamental


 Cabe ao Presidente aumentar agora a vigilância, por forma a circunscrever os efeitos populistas da afectação se preferirem da infestação dos “boys” no Estado e da utilização das funções governamentais como meio de propaganda.


Nas invocações dos motivos da dissolução ao contrário do que tem vindo a ser publicitado não são passíveis de enquadramento razões do foro financeiro, consequência do Presidente ter dado sinais da sua vontade de aprovar o Orçamento de Estado .


Por fim o Presidente da Republica exigiu o impossível ao Primeiro-Ministro competência e adiou ( com razão) o inevitável a dissolução.

publicado por vitorcandidojose às 01:13
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6 comentários:
De Anónimo a 13 de Dezembro de 2004 às 08:51
Realmente não havia nenhuma novidade, tudo natural. Tão natural que os Portugueses receberam a noticia com naturalidadevitorjose
(http://lagrima.blogs.sapo.pt)
(mailto:vitorjose@cnb.pt)
De Anónimo a 12 de Dezembro de 2004 às 09:47
E havia alguma novidade para dar? Apenas a oficialização do assunto. O resto ficou por conta da incompetência e irresponsabilidade do governo.
A comunicação ao País só era aguardada por ser um gesto oficial e devido para com os Portugueses.
Tudo o mais era evidente e nem precisava de qualquer explicação.
A novidade veio depois, através das imbecis investidas de quem tinha a obrigação de estar calado. Já não vai haver coligação? Oh mas que chatice!!! Ganhamos todos. Ganha o País. Saíu o totoloto à maioria dos portugueses...Antonio Dias
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(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 11 de Dezembro de 2004 às 12:09
A comunicação ao país era muito aguradada mas não passou de um "pro forma". As palavras do presidente foram novidade para alguém? Nor
(http://nadaesperes.blogs.sapo.pt/)
(mailto:norblogue@sapo.pt)
De Anónimo a 10 de Dezembro de 2004 às 19:03
Jorge Sampaio, curvo-me perante V. Exa. Era o que diria se pudesse, agora, chegar à fala com o Presidente da República.
E aqui entre nós, há muito que não via uma tão enorme dose de bom senso.
O que vamos ouvir às 20 horas (daqui a bocadinho) de hoje? Certamente o que a maioria espera. A(s) causa(s) da sua decisão. Por muito que doa a muita gente.
E agora, o que pensamos ao saber que Dias Loureiro tinha sugerido, antes da decisão do PR, a Santana Lopes, que este se demitisse? E que Santana teria concordado. O que nunca chegou a concretizar.
Santana, o Lopes, nunca foi coisa nenhuma. Com todo o respeito pela espécie humana, esta coisa arrepia-me.
Vá para dentro Sr. Lopes.Antonio Dias
</a>
(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 10 de Dezembro de 2004 às 17:15
Dissolveu com razão, mas quero ver o que Sampaio vai dizer ao país hoje às 8 horas...polittikus
(http://polittikus.blogspot.com)
(mailto:pp@sapo.pt)
De Anónimo a 10 de Dezembro de 2004 às 09:17
Sampaio, de facto, agiu de forma inatacável. Aguentou o que pode, deu todas as hipóteses. Esta gente fez o que (julgo que todos) temíamos: um espectáculo degradante de incompetência!
http://abnegado.blogspot.comabnegado
(http://abnegado.blogspot.com)
(mailto:sequeiralopes@iol.pt)

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