Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2004

Exageros e quedas

Mais do que ligeiramente exagerado é substancialmente perigoso esta intuição generalizada que Santana Lopes sairá fortemente derrotado nas eleições legislativas. Há quem afiance vir a ser uma natural lição democrática, mas a sondagem do Expresso deste fim de semana não favorece esta percepção e torna muito mais moldável com um desejo do que com a realidade.
No dia 20 de Fevereiro vota-se para as eleições legislativas e para a primeira volta das eleições presidenciais, politicamente uma derrota airosa de Santana permite-lhe uma sobrevivência política que será o bilhete para a sua aventura presidencial e partindo daqui não há saída para esta crise que não seja para baixo.
É nesta beco que o PSD se meteu refém de um homem que luta pela sua sobrevivência política gerindo o partido segundo as suas necessidades de momento.

publicado por vitorcandidojose às 01:50
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3 comentários:
De Anónimo a 20 de Dezembro de 2004 às 18:19
Quem sabe se esta sondagem não terá sido encomendada para dar ânimo ao PSD?
Não adianta fazer contas agora. Estamos em cima do disparate e, quem se perfila, não oferece nada de muito bom.
É saudável que se espere por Fevereiro e, mesmo assim, só depois do Carnaval.
Até porque como dizia o outro, prognósticos só depois do jogo.
E o povo português não aprende as lições com facilidade.Antonio Dias
</a>
(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 20 de Dezembro de 2004 às 18:15
Quem sabe se esta sondagem não terá sido encomendada para dar ânimo ao PSD?
Não adianta fazer contas agora. Estamos em cima do disparate e, quem se perfila, não oferece nada de muito bom.
É saudável que se espere por Fevereiro e, mesmo assim, só depois do Carnaval.
Até porque como dizia o outro, prognósticos só depois do jogo.
E o povo português não aprende as lições com facilidade.Antonio Dias
</a>
(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 20 de Dezembro de 2004 às 10:26
Excelente observação. Estou genéricamente de acordo consigo. Contudo, se porventura PSL vier a registar uma derrota honrosa (superior a 30%) tal dever-se-á à força do partido (para muitos votar no PSD é "tão natural como a sua sede"). Mas este artista verá nisso a prova de que mesmo com o mundo contra si, terá conseguido uma votação "histórica" (sim, ele será capaz desta afirmação) e aí andará ele impondo a sua presença. O PSD terá de saber lidar com o "Pedro" e julgo que a melhor maneira será Cavaco avançar no momento logo a seguir às eleições. Só assim, se anulará o factor "Pedro". Este poderá voltar para a Câmara de Lisboa. Uma vez aí se perder as próximas autarquicas, estará remetido ao seu papel original e único: animador de congressos. Vamos ver o que acontecerá.
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