Terça-feira, 21 de Dezembro de 2004

É Obvio

Depois de ter participado na ignominia da pergunta para o referendo contando com a cumplicidade de um Partido Socialista que colaborou de forma marcante ao recusar uma revisão constitucional, viu agora o Tribunal constitucional decidir o obvio. Também o obvio é o Eurostat descredibilizar o governo e colocar a nu a situação das contas do estado, negando a pirueta financeira de venda-aluguer-cedência-arrendamento-locação, descoberta num conceito de “lease-back” que mais prosaicamente se pode apelidar de colocar no “prego” bens do estado. Como é obvio a cedência temporária era apenas uma etapa na venda definitiva, essa mesma era a intenção deste pecado original do Ministro das Finanças. Entende-se o desespero, vê-se no horizonte eleições, compromissos europeus e no mesmo tempo, o fracasso da bandeira deste consolado social-democrata, a dita consolidação do défice abaixo dos 3% que na realidade pouco além foi da redução consolidada de decimas percentuais. A derrota é evidente e a decisão desta engenharia financeira não podia ser mais credora da identidade deste governo. Na nota justificativa da “não venda” de património surge uma única razão, o Ministério chama-lhe “ética política”. Há palavras que nos são caras e que não se enquadram com o gratuito da ocasião, como é obvio...
publicado por vitorcandidojose às 02:00
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3 comentários:
De Anónimo a 21 de Dezembro de 2004 às 17:31
Bom... parece que o principal desta conferência de imprensa era dizer que 5ª feira apresentarão aos portugueses (a mim não) a forma de não atingir os tais 3%.
Mas, se não se importam, digam-me lá: aquilo foi uma conferência de imprensa?
E os órgãos de comunicação social (serão?) continuam a alinhar nestas fantochadas? Pois, percebo, é preciso é encher espaço. Nós pagamos, certo?
Antonio Dias
</a>
(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 21 de Dezembro de 2004 às 17:29
Bom... parece que o principal desta conferência de imprensa era dizer que 5ª feira apresentarão aos portugueses (a mim não) a forma de não atingir os tais 3%.
Mas, se não se importam, digam-me lá: aquilo foi uma conferência de imprensa?
E os órgãos de comunicação social (serão?) continuam a alinhar nestas fantochadas? Pois, percebo, é preciso é encher espaço. Nós pagamos, certo?
Antonio Dias
</a>
(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 21 de Dezembro de 2004 às 13:55
Acabei de ouvir a mais inacreditável conferência de imprensa de que tenho memória. Ministro e primeiro-ministro à desgarrada no disparate. O Sanrtana Lopes tinha razão quando quis abandonar o "governo". Quanto mais tempo lá está mais mostra do que (não) é capaz de fazer. Como pode haver almas dispostas a votar nesta gente!!
Um abraço
http://abnegado.blogspot.comabnegado
(http://abnegado.blogspot.com)
(mailto:sequeiralopes@iol.pt)

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