Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2004

"Simon boccanegra"

Partindo de uma ideia enquadrada com a obra, conhecer o compositor, ir ao encontro do libreto, um bom maestro um excelente naipe de cantores, uma boa orquestra, um bom coro e uma equipa creativa toda na mesma sintonia, o resultado dificilmente não será uma obra de arte. Esta noite na estreia da temporada do Teatro Nacional São Carlos com a ópera “ Simon Boccanegra” foi exactamente isso que o São Carlos e a chancela do Royal Opera House- Covent Garden garantiram. Uma historia que cruza a realidade e a ficção desdobrada num prólogo e três actos. Começando no prólogo que promovia uma penumbra mas esteve mais perto da escuridão, o seu final ficou marcado pela opção de no momento em que Simon Boccanegra descobre a sua amada morta, uma enorme porta na direita de cena apenas permite a Sugestão dramaturgica e cénica ao espectador o que é uma opção discutível, esta decisão de apenas sugerir um dos momentos mais dramáticos e em potência dos mais belos cenograficamente. Mas para quem ficou com um ligeiro amargo de boca no final do prólogo, o inicio do primeiro acto desfê-lo com facilidade quando deparamos com um quadro cénico magnifico. Em relação aos cantores o destaque para a soprano Micaela Carosi esteve num registo divinal, Ambrogio Maestri pareceu em alguns momentos discretamente traído pela sua voz. Para quem tiver oportunidade, não deve perder este serão Verdiano num habitual contexto do amor impossível, da traição inevitável condimentado com a devida intriga.

publicado por vitorcandidojose às 01:53
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3 comentários:
De Anónimo a 22 de Dezembro de 2004 às 15:49
Graças a Deus n'é? (ler com sotaque abrasileirado).
Um abraço, Vitor.Antonio Dias
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(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 22 de Dezembro de 2004 às 13:40
Recusando falar do que não conhece pelo menos fica impossibilitado de pertencer a corte Santanista. vitorjose
(http://lagrima.blogs.sapo.pt)
(mailto:vitorjose@cnb.pt)
De Anónimo a 22 de Dezembro de 2004 às 09:33
Excelente tema para ser comentado por quem percebe. Eu não falo do que não conheço.Antonio Dias
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(mailto:adias23@netcabo.pt)

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