Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2004

Infelizes contas de Natal

Quero ser informado do destino dos meus impostos, quero saber como se gere a res publica, preciso de acreditar que o programa de governo não é um mero discurso de intenções e um mero formalismo burocrático. Por ora dispenso é que me impinjam propaganda partidária. Dispenso é que usem o dinheiro publico (se é que esta expressão ainda tem algum fundamento para eles) em panfletos na imprensa para convencer os incautos de um “faz de conta”, como se de uma historia infantil se trate e onde o desfecho real é tão previsível quanto infeliz. O que se dispensa é esta utilização de meios apenas por necessidades pessoais de sobrevivência política e é apenas disto que tudo isto se trata. O que se quer é que esclareçam se o IVA e o IRS viram os seus pagamentos suspensos, deturpando desta forma os resultados do défice real. O que se espera é que digam o estado das contas e não o estado em que precisam que eles estejam, o que é preciso é que expliquem perante esse défice, os três anos em que a classe média viu salários congelados e vedado o acesso aos contratos de trabalho em especial aos milhares de pessoas que tem um vinculo precário na função publica ou a ela adstrita. Perante uma obvia nega de Bruxelas que apenas não era obvia para o governo o que cada vez mais torna tudo isto consideravelmente surrealista é ainda assistir a um ministro que afirma, agora, repito agora, vai apresentar uma solução melhor. Quanto isto é.... Preocupante

publicado por vitorcandidojose às 01:36
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2 comentários:
De Anónimo a 23 de Dezembro de 2004 às 12:03
Até o Bagão Félix já faz má figura, é triste muito triste. É um clube de repetentes!!
http://abnegado.blogspot.comabnegado
(http://abnegado.blogspot.com)
(mailto:sequeiralopes@iol.pt)
De Anónimo a 23 de Dezembro de 2004 às 11:43
Caro Vitor
Chamar panfletos a uma "coisa" que custa a todos nós a módica quantia de cem mil euros (20 mil contos)... não!
Aquilo é mais um roubo e um rombo na coisa pública. É mais um gesto de como o Sr. Lopes e seus pares se "estão nas tintas" para Portugal e para os portugueses.
E agora vem a D. Manuela indignar-se com o Tribunal de Contas...
Se o meu querido País continuar a ser (des)governado por gente assim, emigro.
Antonio Dias
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(mailto:adias23@netcabo.pt)

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