Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2004

Quarto fechado

Antonio- “Se me é permitida uma opinião, Pedro não merece o tempo que com ele se gasta....”


 Abnegado – “...Concordo com o Vitor. É urgente pôr a nu o que vale o "Pedro". Com a sua capacidade de ludibriar, vai fazer uma campanha do injustiçado, da vitima, do ajudem este pobrezinho. O país, lágrima nos olhos, tremendo de emoção, cai-lhe nos braços (...) Precisamos todos de ter muito cuidado. Todos os minutos que dedicarmos a mostrar a fraude que evidentemente é, serão poucos...”


Admito o enfado que tenho sentido, quando me vejo condicionado a ter que digitar uma série de teclas que dão nome a figura, cada vez mais parecem um profícuo sinónimo para um desastre em episódios com um final inevitável. Tudo o que tenho contra Santana Lopes, começa e acaba na pretensão aliada a circunstância, de ele vir a permanecer ou ocupar as funções em causa e as decorrências para todos nós da efectivação dessa possibilidade. É portanto claro que ele não merece um decimo das vezes que o seu nome é citado e gasto, mas o que se encontra em causa proíbe-me o silêncio. Esta é a tragédia da nossa circunstância, enredados num pântano político. Além de todas as razões evidentes nem sabe quanto para mim por razões de convicção política me custa olhar para todo este drama de contorno burlesco e trágico. Estamos condicionados a esta realidade, é como se estivesse fechado num quarto, onde naturalmente a sua prioridade é sair do mesmo. Haveria de pensar nisso e provavelmente apenas nisso, por demais necessidades, projectos, ideias, sonhos ou afectos que tivesse e só é dessa forma, exactamente pela existência destes últimos, é tão simples quanto isto.


PS : António dispense o “se me é permitido”, este “com licença” para as ideias, para outros ângulos da realidade vai ao encontro de uma sociedade cada vez mais de pensamento único e confesso-lhe o cansaço dessa antítese da nossa natureza. Nada mais salutar do que convidar a critica – palavra prostituída - mostrar outras perspectivas e daí advir um debate de ideias. É especialmente pelos outros “olhos” e pelos filtros que são usados que faz sentido ter os comentários abertos e não (somente) pela anuência de circunstância, é o prazer de redescobrir palavras e conhecer ideias e se advir uma identificação, melhor. Pois então proteste, discorde, concorde, deixa as suas ideias transbordar que como se diz, “quem vem por bem é sempre bem vindo” mesmo e especialmente se discordar ou pouco concordar com o que pensamos. Bem haja.

publicado por vitorcandidojose às 11:21
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4 comentários:
De Anónimo a 3 de Janeiro de 2005 às 09:38
O post-scriptum era também um desabafo. Cumprimentosvitorjose
(http://lagrima.blogs.sapo.pt)
(mailto:vitorjose@cnb.pt)
De Anónimo a 31 de Dezembro de 2004 às 09:50
Desejo-te umas boas entradas em 2005. E um optimo 2005 com tudo de bom!

Beijitos e um abraço da amiga L_u_al_u_a
(http://solua2004.blogs.sapo.pt/)
(mailto:l_u_a_@hotmail.com)
De Anónimo a 30 de Dezembro de 2004 às 01:28
O título que escolheu para este "post" julgo que diz tudo. Estamos num quarto fechado. Vamos tentar abrir a porta e respirar um ar outro.ABNEGADO
(http://abnegado.blogspot.com)
(mailto:sequeiralopes@iol.pt)
De Anónimo a 29 de Dezembro de 2004 às 18:49
Os termos que uso, Vitor, fazem parte de uma questão de princípios, dos quais me é difícil abdicar. O que não quer dizer que não concorde com a sua perspectiva. E concordo.
Quanto ao Pedro, é bom, realmente, que se "perca"
algum tempo (não é dar o dito por não dito)quanto mais não seja para recordar o que de (muito) negativo tem feito este senhor. Parece aquele treinador que é muito bom mas nunca ganhou nada. Acho que esta imagem assenta na perfeição a este rapaz que nos lugares por onde andou nunca fez "porra" nenhuma. Nem nas discotecas (dizem que não sabe dançar). Muito menos nos casinos do Senhor Ho... Para não falar nas Câmaras Municipais onde, diz quem sabe, quase só assinava papéis.
Mais palavras? Not yet. Reservemos alguma energia para 20 de Fevereiro, à noite.Antonio Dias
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(mailto:adias23@netcabo.pt)

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