Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2005

Lamentavel

Muitos incluindo os “portugas” partiram nestes dias para o meio da lama, da dor e da morte, mantendo assim as suas férias e convencidos de que o direito ao paraíso já tinha sido comprado na agência de viagens. Como qualquer imberbe aprendiz da matriz capitalista a “ verdade” é clara, não há nada que o dinheiro não compre. Mas isto paga-se e não é com dinheiro. Esses Portugueses e outros que vão a caminho do horror, conjugam a tacanhez e a insensibilidade ao ponto de serem inconscientes em relação ao que vão encontrar. Talvez a crueldade e o horrível os desperte. Talvez não e tragam na bagagem apenas o egoísmo espelhado nas histórias “Eu vi...” lamentável é que não se vejam a si próprios, mesmo ou especialmente porque provavelmente se afogavam nas suas imagens.
publicado por vitorcandidojose às 08:58
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2 comentários:
De Anónimo a 3 de Janeiro de 2005 às 18:20

«Na SIC Notícias deu uma reportagem onde entrevistaram portugueses que partiram depois da tragédia para a Tailândia, mantendo as férias marcadas como antes de tudo acontecer.
Dulce Ferreira respondeu que já tinha as férias marcadas, que não tinha ficado nada preocupada com o que tinha acontecido, porque os pais, que lá estavam, tinham enviado uma msg a dizer que tinha havido "uns tsunamis e umas coisas", mas estavam bem.
Quando a jornalista lhe pergunta se estava triste com toda a situação Dulce Ferreira respondeu "sim, claro, agora já não vou ter todas as condições de férias que iria ter se por acaso não tivesse acontecido nada disto. por outro lado, estou contente, porque vejo as coisas mais ao natural, como elas são.»

Meus amigos, há algo a acrescentar?



Antonio Dias
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(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 3 de Janeiro de 2005 às 10:17
É, de facto, lamentável. Infelizmente acaba por ser o retrato de uma certa sociedade que toma o "hedonismo" como orientação única da sua vida. Uma existência vazia, imbecil, a esquecer o essencial da condição humana.
Para esta gente "fazer o bem" ou "o bem" é sempre conjugado na primeira pessoa, é sempre numa perspectiva egoísta, ignoram, em absoluto, o "outro", entidade que só ganha algum interesse se porventura, puder ajudá-los nesta caminhada de auto-satisfação. O prazer de fazer o bem é-lhes desconhecido e encarado como uma ingénua manifestação de tolos.
Talvez um dia compreendam, ou talvez não...Luís Sequeira
(http://abnegado.blogspot.com)
(mailto:sequeiralopes@iol.pt)

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