Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2005

Cartazes...

Há um debito que aumentou recentemente e de forma substancial no que concerne há perspectiva que temos para o futuro. Reconhecendo a dimensão social dessa perspectiva, o PS apostou numa mensagem de campanha que visa numa primeira fase motivar o eleitorado à Acreditar, na segunda e presente fase a propor o seu líder para fiel depositário desse Acreditar. A pequena inconsequência é por ora a constatação da falta de políticas que substantivem o necessário Acreditar, as ideias avulsas de diminuição do desemprego, de combate ao défice, ou frases chave sem conteúdo como o apelo à engenharia política para alterar o código de trabalho ou mesmo o remanescente presente no choque tecnológico que bem se podia chamar de paixão pela educação II, são chavões de ocasião que tornam o slogan uma mera opção publicitária. Uma mensagem destas impele voluntariamente o emissor dela a fundar tal proposta arrojada num solido projecto político sem este, é apenas uma sugestão de uma profissão de fé socialista.


O cartaz deste PSD é mais do mesmo, este pseudo martírio Santanista é levado ad nauseum. O senhor Barroso partiu e deixou um lindo presente. De lá para cá, há os que choram, os que riem e fascina-me ainda existir os que apoiam.

publicado por vitorcandidojose às 01:12
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4 comentários:
De Anónimo a 13 de Janeiro de 2005 às 00:07
Luis, já imaginou quanto deve ser estimulante, no sentido estritamente profissional, um publicitário conseguir vender um mau produto, o impacto que isso tem na carreira profissional do mesmo? Há valores. Pois há, mas também há um avassalador e contundente “tempo de renúncia”.
António tem que meter férias já pensou em ir até Cabo Verde. Em relação as “fantochadas” eu confesso que quando você pede desculpa no texto eu estava preparado para que a seguir viesse chumbo mas você até foi relativamente simpático nos termos usados. Abraço
Esta espiral é descendente e disso não há duvidas. Duvida há do termino disto... Devemos seriamente começar a pensar nisso, depois o preço pode ser brutalmente cruel.
vitorjosé
(http://lagrima.blogs.sapo.pt)
(mailto:vitorjose@cnb.pt)
De Anónimo a 12 de Janeiro de 2005 às 21:56
O pior, penso eu, é que a sensação de descrédito alargou-se e aprofundou-se tanto, que, mesmo que os programas nos atordoem os ouvidos e ceguem so olhos, já poucas são as pessoas que ligam ao conteúdo, porque a maioria deixou de acreditar que ele contenha compromissos sérios, por parte de quem os propala. Conseguiram cegar-nos e ensurdecer-nos. Até parece que tinham um objectivo - as pessoas já não acreditam, então, não vale a pena 'perder' tempo com programas.
Entrámos numa espiral descendente.DespenteadaMental
</a>
(mailto:marmonte@netcabo.pt)
De Anónimo a 12 de Janeiro de 2005 às 18:26
Ser-me-á permitido e desculpado o termo. Mas tenho que dizer. Estou farto de fantochadas! Não falo de política nem de políticos. Metem-me nojo. Verei se a pertir de 20 de Fevereiro alguém merece o benefício da dúvida.
Antonio Dias
</a>
(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 12 de Janeiro de 2005 às 12:40
Não podia estar mais de acordo consigo. São dois bons exemplos do ridículo e do vazio a que chega o marketing político. Tal como no marketing comercial a mensagem sem conteúdo não faz sentido. Um conhecedor profundo do marketing (Habermmas) referiu um dia que um bom marleting é a forma mais eficaz de acabar com um mau produto. Assistimos, cada vez mais à total ausência de conteúdo, a um discurso vazio a apelar aos segundos de televisão. Esta campanha é, aliás, a esse respeito ilucidativa. Está na rua em grande força, e não conhecemos os programas dos dois principais partidos a pouco mais de 1 mês das eleições!
O PS pede-nos para acreditar. Em quê, em quem?
O PSD, já se sabe, resumiu-se à insignificância do seu líder. O partido entretem-se em lutas internas, fugas de informação e "ajustes de contas". O "slogan" do cartaz do "Pedro" está claramente virado para dentro, para os seus verdadeiros "inimigos" dentro do PSD.
Lá para o dia 19 lembrar-se-ão: e o programa? Valha-nos Deus, esquecemo-nos do programa. Os homens do marketing terão um reconfortante omentário: ainda bem, assim ficou mais fácil passar a mensagem.
Talvez descubram que no vórtice das campanhas de marketing estarão, afinal, a mostrar um "mau produto".Luís Sequeira
(http://abnegado.blogspot.com)
(mailto:sequeiralopes@iol.pt)

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