Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2005

Dignidade

Francisco Louçã a Paulo Portas -- "não me fale de vida, não tem direito a falar de vida (...) o senhor não sabe o que é gerar uma vida. Não tem a mínima ideia do que isso é. Eu tenho uma filha. Sei o que é o sorriso de uma criança. Sei o que é gerar uma vida"
Na conjuntura política que se perfila no horizonte o tema do aborto vai voltar para o centro do debate político. O tema é fracturante, por habito o debate resvala para uma argumentação torpe. Curiosamente as facções tendem a classificar-se mutuamente de subdesenvolvidas. Francisco Louça apenas sublinhou o que nós espera, tendo o condão de usar uma argumentação repugnante e permitindo antever o pior.
Se não houver dignidade nos termos do debate não haverá dignidade nas posições.
publicado por vitorcandidojose às 01:21
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3 comentários:
De Anónimo a 26 de Janeiro de 2005 às 00:33
Realmente creio que se intelectualizam demais determinados aspectos, quer sejam as discussões acaloradas ou outros.
O direito à vida nada tem a ver com interrupção voluntária da gravidez, o que significa que a sua penalização não conduz a uma redução de processos em tribunal, nem contribui para a dignificação dessa mesma vida. Para sofrimento, basta aquele a que a mulher se submete em desespero de causa.

Alírio camposana
(http://http;//papamoscas.blogspot.pt)
(mailto:alirio@netvisao.pt)
De Anónimo a 25 de Janeiro de 2005 às 18:08
Definido o termo "dignidade", é preciso saber reconhecer quem a usa e quem o não faz. Mas, doa o que doer, não pode ter dignidade quem não fôr digno. O que é relativo. Há dela (dignidade) e falta dela em todo o lado. Na política, na educação, no meio ambiente, na saúde, na praia e no campo. Vitor José, meu caro "assessor", acha que a dignidade tem que ver com a ética? Ou com a moral? Ou com ambas? Ou com nenhuma? Dá para pensar, não tenho dúvida. Mas não é um "bicho de sete cabeças". O fundamental é que se tenha feito o que eu, no início desta minha intervenção, isto é, definir dignidade. Enquanto esse "exercício" não fôr feito, não chegamos a lado nenhum (entenda-se conclusão). Concorda Patrícia?Antonio Dias
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(mailto:adias23@netcabo.pt)
De Anónimo a 24 de Janeiro de 2005 às 16:56
Dignidade...
Porque é que esta palavra nunca me parece soar bem com uma outra palavra... Política?

O que falta, não são os tão polémicos debates políticos entre partidos. O que falta, na Política como em quase tudo, é a própria Dignidade, de que se fala aqui. Dignidade nas palavras, nos actos, nas atitudes.

"Se não houver dignidade nos termos do debate não haverá dignidade nas posições."
Diz tudo.Patrícia Raimundo
</a>
(mailto:patriciaraimundo@journalist.com)

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